Vitória democrata nos EUA e expectativa pelo Copom pressionam o dólar para baixo

O mercado cambial começou o dia com o dólar em baixa frente ao real, em meio à repercussão da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. A leitura predominante é de que o resultado já vinha sendo sinalizado pelas pesquisas e trouxe novos vetores para os ativos globais.
Além do cenário externo, os investidores acompanham a decisão de juros do Banco Central, que sai após o fechamento do pregão. No horário citado na reportagem, o dólar à vista recuava e o índice DXY também operava em queda, indicando enfraquecimento da moeda americana no exterior.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa ganhava fôlego após seis sessões seguidas de baixa, com apoio de nomes relevantes da temporada de balanços. O Itaú Unibanco avançava depois de divulgar lucro em linha com o esperado, enquanto a Vale também contribuía para o desempenho positivo do índice.
Do outro lado, Petrobras figurava entre os destaques negativos, em um pregão influenciado também pelo comportamento das commodities. O movimento mostra um mercado dividido entre o noticiário eleitoral nos EUA, a precificação da política monetária local e os resultados corporativos no Brasil.
Comentário de Lucas Faria
A leitura do mercado é bem clara: o movimento do dólar hoje mistura alívio externo com cautela doméstica. A vitória democrata ajuda a tirar um pouco de prêmio da moeda americana, mas o driver local mais importante segue sendo o Copom, porque qualquer sinalização sobre a trajetória dos juros no Brasil pode mudar rapidamente o fluxo para câmbio e renda fixa. Enquanto isso, o Ibovespa tenta respirar com apoio dos balanços e de commodities, mas ainda é um pregão de muita seletividade; sem uma mensagem mais favorável do Banco Central, o espaço para uma queda mais consistente do dólar tende a ser limitado.




