NR-1 expõe atraso das empresas em saúde mental e gestão de riscos ocupacionais

A aproximação da vigência da NR-1 colocou a saúde mental no centro da agenda de segurança do trabalho. A norma passa a exigir, a partir de 26 de maio, que as companhias adotem medidas para identificar e reduzir riscos ocupacionais ligados ao bem-estar psicológico dos trabalhadores.
Apesar da mudança regulatória, o retrato ainda é de baixa maturidade nas organizações. Segundo o levantamento citado na reportagem, só uma parcela pequena das empresas já trabalha com programas integrados, acompanhamento de resultados e impacto contínuo nessa frente.
Entre os obstáculos apontados pelas lideranças de RH estão a dificuldade de medir resultados e comprovar retorno dos investimentos, além da disputa por espaço no orçamento com outras prioridades corporativas.
O estudo ouviu 300 profissionais de grandes e médias empresas de setores como varejo, indústria, energia e serviços, durante um fórum sobre o impacto da saúde mental nas companhias.
Comentário de Alexandra Barreto
Do ponto de vista comportamental, esse dado é um alerta importante: muitas empresas ainda tratam saúde mental como tema acessório, quando na prática ela sustenta disciplina, foco e capacidade de execução. Se a organização não mede, não acompanha e não cria ambiente seguro, a tendência é empurrar o problema para debaixo do tapete até ele aparecer em forma de absenteísmo, queda de performance e conflitos. Para quem investe, isso também diz muito sobre cultura e gestão: empresas que cuidam do fator humano costumam lidar melhor com rotina, pressão e mudança regulatória.




