Câmbio pressiona a soja no mercado interno, mas exportações recordes ajudam a conter perdas

A soja encerra o período sob influência direta da variação cambial, que reduz parte da sustentação das indicações no mercado doméstico. Com o dólar oscilando, a formação de preço no Brasil fica mais sensível e tende a comprimir as cotações internas.
Mesmo com essa pressão, o mercado não mostra uma deterioração mais forte porque as exportações seguem em patamar elevado. O fluxo externo ajuda a absorver a oferta e atua como fator de amortecimento para as perdas.
Na prática, o comportamento dos preços reflete a disputa entre dois vetores opostos: de um lado, o câmbio desfavorável ao mercado interno; de outro, o desempenho recorde das vendas ao exterior, que mantém a demanda aquecida.
Comentário de Nathália Castanheira
Para a soja, o recado é claro: o mercado interno continua muito sensível ao câmbio, e isso aperta as cotações na ponta compradora. Mas enquanto as exportações seguirem fortes, a baixa tende a ser limitada, porque a demanda externa ainda é o principal freio para uma queda mais profunda dos preços no Brasil.




