IMEA mantém projeções para soja, milho e algodão da safra 2026/27 em Mato Grosso

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária manteve inalteradas as projeções para soja e milho da próxima safra em Mato Grosso, apesar da semeadura da oleaginosa ter começado com atraso por causa da irregularidade das chuvas no Estado.
Para a soja, o cenário segue com área estimada em 13,05 milhões de hectares, produtividade de 62,44 sacas por hectare e produção de 48,88 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume representaria recuo de cerca de 5% em relação ao ciclo anterior, principalmente por conta de uma produtividade menor.
No milho, o instituto preservou a previsão de 7,48 milhões de hectares plantados, com produtividade de 119,64 sacas por hectare e produção de 53,68 milhões de toneladas. A demanda doméstica aquecida continua dando sustentação econômica à cultura no Estado.
Já para o algodão, o Imea estimou alta de 3,8% na área cultivada, para 1,43 milhão de hectares, impulsionada por preços mais atrativos da pluma. Ainda assim, a produção pode cair 2,4%, segundo o instituto.
Comentário de Nathália Castanheira
A leitura do Imea é coerente com o momento: atraso de plantio, por si só, ainda não basta para mexer nas projeções, mas o risco agora está concentrado no clima das próximas semanas. Para soja e milho, a grande variável é a manutenção de um regime de chuvas regular na fase mais sensível da lavoura; sem isso, a produtividade projetada fica vulnerável. No algodão, o sinal segue de maior interesse econômico, com área avançando por conta dos preços mais atrativos da pluma, mas sem garantia de produção maior. Em commodities agrícolas, o que define o tamanho da safra raramente é o começo da temporada — é a combinação entre clima, janela agronômica e resposta do produtor ao preço.




