IBGE projeta safra recorde de grãos em 2026, puxada por soja e milho

A produção brasileira de grãos deve somar 354,5 milhões de toneladas em 2026, segundo a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgada pelo IBGE. O número representa aumento de 2,4% frente a 2025 e estabelece o maior volume já registrado pelo instituto.
Além do avanço na produção, a área destinada à colheita também deve crescer, chegando a 83,2 milhões de hectares. Na comparação anual, isso significa expansão de 2%, reforçando um cenário de safra maior tanto em volume quanto em extensão plantada.
Soja, milho e arroz seguem como as culturas mais relevantes no levantamento, concentrando a maior parte da produção nacional. A soja deve atingir 175 milhões de toneladas, com alta anual, e o milho aparece logo atrás, com projeção de 143,3 milhões de toneladas.
Na outra ponta, o arroz em casca tende a registrar queda de 11,4% na produção, enquanto o trigo também aparece com retração relevante nas estimativas. O levantamento do IBGE não detalha as causas dessas mudanças, mas indica um quadro de desempenho desigual entre as principais lavouras do país.
Comentário de Nathália Castanheira
O número do IBGE confirma uma safra volumosa e, em tese, favorável para a renda do campo e para o fluxo de exportações. O que importa para o mercado, porém, é a qualidade desse crescimento: soja e milho sustentam o grosso da produção, enquanto arroz e trigo mostram retração, o que pode manter assimetrias entre cadeias agrícolas e pressionar preços de forma distinta ao longo do ano.




