G-7 anuncia liberação de 100 milhões de barris para tentar conter alta do petróleo e do diesel

O G-7 informou que vai colocar no mercado 100 milhões de barris de petróleo e derivados ao longo dos próximos meses, com prioridade inicial para o diesel. A ideia é aliviar a pressão sobre os preços, que atingiram níveis recordes recentemente.
Segundo o texto, a liberação deve ser feita de forma escalonada: o diesel sairia primeiro, nas próximas semanas, enquanto o restante dos combustíveis seria distribuído ao longo de quatro meses. A iniciativa também foi apresentada como uma resposta coordenada do grupo às tensões recentes no mercado de energia.
A escalada dos preços é atribuída à guerra envolvendo o Irã, às disputas comerciais e a outros choques de oferta, incluindo restrições de exportação da Rússia após ataques a refinarias. Na Europa, a disputa por barris disponíveis ficou mais intensa, enquanto os EUA podem reduzir parte das exportações de diesel para o mercado externo.
O anúncio foi feito pela França, que ocupa a presidência rotativa do G-7, após videoconferência liderada por Emmanuel Macron. O grupo reúne Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e a União Europeia.
Comentário de Lucas Faria
Do ponto de vista macro, o mercado de energia segue sendo um dos principais canais de transmissão do choque global para inflação e atividade. A decisão do G-7 sinaliza que autoridades estão preocupadas não só com o preço do petróleo, mas principalmente com o diesel, que tem efeito em cadeia sobre transporte, logística e custos em geral. Se a oferta adicional entrar de forma consistente, pode haver algum alívio nas cotações nas próximas semanas, embora o impacto dependa da escala real da liberação e da resposta dos fluxos internacionais.




