Inflação dos EUA em linha com o esperado alivia o dólar e reforça apostas sobre o Fed

Os investidores começaram o pregão desta quarta-feira acompanhando a repercussão dos dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram em linha com o consenso. O resultado diminui a percepção de risco de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, o que tende a mexer com o dólar e com o apetite por ativos emergentes.
No mercado local, o Ibovespa abriu volátil em uma sessão com agenda mais esvaziada no Brasil, limitada à divulgação do setor de serviços. Depois de oscilar forte no início do dia, o índice voltou a subir e retomou a região dos 168 mil pontos.
O dólar, por sua vez, enfraqueceu antes da abertura e chegou a tocar R$ 5,17, refletindo o alívio gerado pelos números americanos. Ao longo da manhã, a moeda ainda mostrava variação discreta, em meio também ao comportamento mais fraco do índice DXY no exterior.
Além do cenário dos juros americanos, o mercado acompanhava um ambiente externo ainda marcado por tensões geopolíticas e por movimento de queda no petróleo, fatores que também influenciam a direção dos preços dos ativos globais.
Comentário de Lucas Faria
O dado de CPI em linha com o consenso não resolve a discussão sobre o Fed, mas reduz a urgência de uma postura mais dura no curtíssimo prazo. Para o câmbio, isso significa uma pressão menor sobre o dólar globalmente, especialmente quando o DXY também perde tração; já para o Brasil, o efeito costuma aparecer mais no alívio do real do que em uma mudança estrutural de tendência, porque o mercado segue sensível ao diferencial de juros e ao fluxo internacional.




