Dólar tem forte queda com inflação dos EUA mais fraca e melhora do humor antes da eleição

O dólar à vista registrou forte baixa no pregão, em meio a uma combinação de fatores que favoreceu moedas emergentes. Entre eles, pesou o resultado da inflação americana abaixo das projeções, o que reduziu a pressão imediata sobre a moeda dos Estados Unidos.
No mercado local, o real ganhou força e apareceu entre os destaques positivos do dia. O movimento também foi influenciado por um clima de maior otimismo antes da eleição, o que ajudou a ampliar a busca por ativos brasileiros.
A queda do dólar reflete, portanto, tanto a leitura mais benigna do dado de inflação nos EUA quanto um componente doméstico ligado à percepção de risco e à expectativa eleitoral. Com isso, a moeda americana perdeu tração frente ao real e a outras divisas.
Comentário de Lucas Faria
Esse é um movimento bem típico de mercado quando o dado americano vem abaixo do esperado: o dólar perde sustentação globalmente e as moedas emergentes, como o real, tendem a performar melhor. Além disso, o componente doméstico de otimismo pré-eleição ajuda a reduzir a percepção de risco no curto prazo, o que costuma atrair fluxo e ampliar a queda do câmbio. O ponto principal é que, sem uma mudança estrutural no cenário, o movimento depende muito da combinação entre Fed e humor local; se um dos dois virar, a correção pode ser rápida.




