Soja cai em Chicago mesmo com retomada das compras chinesas

A soja negociada em Chicago encerrou a sessão em queda pela quarta vez consecutiva, tocando o menor nível em sete semanas. O principal fator de pressão foi o ritmo acelerado da colheita no Meio-Oeste dos EUA, em um cenário de expectativa por produção recorde.
Mesmo com sinais de retomada da demanda chinesa, o suporte ao mercado foi limitado. Analistas avaliam que o volume de compras da China ainda está abaixo do que o mercado esperava, o que reduziu o impacto positivo sobre os preços.
Além da soja, milho e trigo também recuaram. No milho, o clima favorável à colheita pesou sobre as cotações, enquanto o trigo sofreu com vendas técnicas e com a influência negativa vinda das outras duas commodities.
O movimento também foi afetado por dados de moagem doméstica de soja nos EUA abaixo das projeções, reforçando a leitura de que a demanda interna segue menos aquecida do que o necessário para sustentar as cotações.
Comentário de Nathália Castanheira
O quadro para a soja continua construtivo do lado da produção e frágil do lado da demanda. A retomada das compras chinesas ajuda no sentimento, mas não resolve o principal problema do mercado agora, que é a pressão de uma colheita forte e a expectativa de oferta elevada nos EUA. Quando a demanda não surpreende para cima e ainda há moagem doméstica abaixo do esperado, o mercado acaba cedendo para o lado da oferta. É um ambiente em que a soja tende a seguir volátil, mas com viés mais pressionado enquanto não surgir um dado realmente convincente de compra ou uma revisão menor de safra.




