Oferta brasileira pressiona o café e derruba arábica em Nova York

O café arábica negociado em Nova York fechou em queda nesta quarta-feira, em um pregão marcado pela leitura de maior oferta no mercado global. O contrato para dezembro recuou 3,86% e terminou a sessão a US$ 2,92 por libra-peso.
Ao longo do dia, os preços chegaram a avançar e tocar o maior nível em três semanas e meia, influenciados por fatores como a valorização do real frente ao dólar. Ainda assim, o movimento perdeu força diante da percepção de que a disponibilidade da commodity tende a aumentar.
Segundo a reportagem, exportações brasileiras de café somaram 236 mil toneladas em setembro, alta acima de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, a perspectiva de safra recorde e as condições favoráveis de produção no Brasil e no Vietnã seguiram pesando sobre os contratos.
O quadro para outras commodities agrícolas também foi de pressão em parte do pregão, mas, no café, o destaque ficou mesmo para a combinação entre câmbio, colheita avançando e maior oferta brasileira no mercado internacional.
Comentário de Nathália Castanheira
Aqui o recado é claro: o mercado de café está reagindo menos a ruído pontual e mais ao aumento da oferta global, com o Brasil novamente no centro da formação de preços. Mesmo com suporte temporário do câmbio, a dinâmica de colheita, exportações fortes e perspectiva de safra robusta acaba pesando mais na curva, o que mantém os vendidos confortáveis e exige cautela de quem ainda tenta sustentar altas sem um gatilho fundamental mais consistente.




