B3 apaga R$ 734 bilhões em um pregão e devolve ganhos acumulados no ano

Em uma sessão marcada por forte volatilidade, o valor de mercado das companhias listadas na B3 caiu de R$ 5,684 trilhões para R$ 4,950 trilhões, segundo levantamento citado pela reportagem. A retração de 12,91% foi associada ao movimento de queda das ações brasileiras depois do resultado da eleição presidencial.
O tombo foi tão intenso que o montante perdido em apenas um pregão equivaleria a 98,4% do valor de mercado da Petrobras, maior estatal do país. A comparação ajuda a dimensionar a magnitude da destruição de valor vista no mercado local.
A perda desta segunda-feira também reverteu parte importante da alta acumulada ao longo de outubro. Entre 2 e 23 do mês, a Bolsa havia somado R$ 409 bilhões em valor de mercado, mas esse ganho foi praticamente eliminado no pregão seguinte.
Mesmo com a correção forte, o valor de mercado consolidado da B3 ainda ficou acima do nível registrado no fim de 2025. Na leitura da reportagem, no entanto, a sessão devolveu 75,5% da valorização acumulada no ano até a sexta-feira anterior.
Comentário de Anderson Miranda
Do ponto de vista técnico, esse tipo de pregão muda completamente a leitura de curto prazo: quando o mercado entrega uma queda desse tamanho em um único dia, o que a gente passa a observar é se houve apenas um rompimento emocional ou se a estrutura de preço foi realmente destruída. Numa sessão assim, o mais importante é acompanhar se o índice ou os ativos conseguem estabilizar, formar fundo e respeitar uma eventual zona de defesa; se não, o fluxo vendedor tende a continuar mandando no intraday e nas próximas barras. Para o day trade, é cenário de alta volatilidade, spreads mais agressivos e risco de continuidade do movimento, então o melhor costuma ser operar com leitura fria, sem antecipar reversão antes de o preço mostrar defesa de verdade.




