Oferta curta eleva preço do boi gordo e pressiona frigoríficos

A menor disponibilidade de gado para entrega tem reforçado a disputa entre compradores e vendedores no mercado físico do boi gordo. Esse desequilíbrio vem sustentando as cotações e abrindo espaço para novas altas nas negociações.
Com os pecuaristas mais reticentes em vender e a escala de abate ainda ajustada em parte dos frigoríficos, a pressão de compra aumenta. Nesse cenário, as indústrias precisam aceitar valores maiores para garantir o abastecimento.
O movimento evidencia um mercado mais apertado no curto prazo, em que a oferta reduzida segue como principal suporte para os preços. A referência de R$ 372 por arroba mostra que a reposição de animais tem ocorrido em níveis mais elevados.
Para o setor, o avanço do boi gordo tende a comprimir margens no processamento da carne, especialmente se o repasse ao varejo não acompanhar a mesma velocidade.
Comentário de Nathália Castanheira
Esse é um quadro clássico de sustentação de preços por falta de oferta: com menos boi disponível, o comprador deixa de ditar o ritmo e passa a correr atrás da mercadoria. Para o produtor, o momento é positivo; para o frigorífico, a conta aperta porque a pressão de custo sobe antes de qualquer garantia de repasse na carne. Enquanto a escala seguir curta e o volume ofertado não aliviar, a tendência é de mercado ainda firme, com negociação mais defensiva do lado da indústria.




